Em 8 de outubro, comemora-se o Dia do Nordestino. A data é uma homenagem ao povo nordestino e à sua cultura, que exerce grande influência no Brasil. Seja na música, na TV ou no cinema, o Nordeste se destaca amplamente devido à sua diversidade.
Como o nosso blog também é focado no audiovisual, não poderíamos deixar essa data passar em branco sem falar dos cineastas nordestinos, que também ajudam o nosso cinema a ganhar visibilidade mundo afora. No ramo, conhecemos nomes como Kleber Mendonça Filho, que agora está ganhando destaque com “O Agente Secreto”, e o saudoso Glauber Rocha, que criou obras como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) e “Terra em Transe” (1967), contribuindo significativamente para o cinema nacional.
Além deles, há muitos outros nomes que fortalecem o cinema nordestino e tornam o cinema brasileiro ainda mais primoroso. Por isso, em homenagem ao Dia do Nordestino, destacamos abaixo cinco cineastas do Nordeste que você precisa conhecer.
Gabriel Mascaro – Pernambuco

Gabriel Mascaro é diretor e roteirista pernambucano. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), iniciou sua carreira no cinema fazendo documentários e, em 2015, ganhou notoriedade com o filme “Boi Neon”, estrelado por nomes como Maeve Jinkings (DNA do Crime), Juliano Cazarré (Pantanal) e Vinícius de Oliveira (Central do Brasil).
Mascaro teve projetos exibidos não apenas no Brasil, mas também internacionalmente. Locarno International Film Festival, Festival de Veneza, Festival de Cinema de Roterdã e Festival de Documentários de Amsterdã (IDFA) foram alguns dos eventos que destacaram o cineasta.
“O Último Azul”, lançado em agosto deste ano, é o projeto mais recente de Gabriel. O longa venceu o Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim e também competiu no Festival de Cinema de Sydney. Além disso, foi finalista na pré-seleção para tentar uma vaga no Oscar 2026.
Rosemberg Cariry – Ceará

Rosemberg Cariry, nome artístico de Antônio Rosemberg de Moura, é cineasta, roteirista, produtor e poeta cearense. Nascido na região do cariri cearense, foi uma das figuras que mais contribuíram para a cultura do seu estado. Seu caminho no cinema começou na década de 70, com o curta de ficção “A Profana Comédia” (1975). Desde então, continuou investindo em sua trajetória como cineasta, tornando-se um dos grandes nomes do cinema nordestino.
Entre seus trabalhos de destaque estão: “O Auto de Leidiana”, um curta-metragem que contou com nomes como Zé do Caixão, Nelson Xavier e Joca Andrade; e os longas “A Saga do Guerreiro Alumioso” (1993), “A TV e o ser-Tao” (1999) e “Patativa do Assaré – Ave Poesia” (2007).
Além do cinema, Rosemberg também ganhou notoriedade como escritor e lançou livros como “O Caldeirão da Cruz do Deserto”, em 2011. Em 1995, foi contemplado com o Prêmio Rodrigo de Melo Franco Andrade/IPHAN, outorgado pelo Ministério da Cultura do Brasil.
Haroldo Borges – Bahia

Haroldo Borges é um diretor e roteirista brasileiro. Nascido em Salvador, Bahia, realizou mais de 15 projetos entre documentários e longa-metragens. Seu primeiro trabalho como diretor foi em “Filho de Boi”, lançado em 2015.
Em 2022, lançou “Saudade Fez Morada Aqui Dentro”, um longa-metragem que ganhou destaque em diversos eventos, incluindo o Festival de Cine de Mar del Plata, onde foi eleito Melhor Filme pelo júri e pelo público. No Brasil, o filme foi bem recebido no Festival do Rio e atualmente está disponível na Netflix. Taí uma grande oportunidade para conhecer um dos trabalhos de Haroldo Borges.
Everlane Moraes – Sergipe

Everlane Moraes é uma cineasta e produtora nascida na Bahia, mas que viveu a maior parte da sua vida em Aracaju, Sergipe. Formada pela Escuela Internacional de Cine y TV em Cuba, produz seus filmes em diferentes gêneros e formatos, além de trazer questões sociais, filosóficas e espirituais da diáspora negra em seus projetos.
Entre suas obras, as mais conhecidas são “Conflitos e Abismos” (2014), “Pattaki” (2014) e “Um Dia Com Jerusa” (2019). Ela também co-dirigiu a série “Histórias Impossíveis”, da Rede Globo, lançada em 2023.
Moraes contribuiu bastante para o cinema nordestino e recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Em 2023, foi contemplada com a Moção de Aplausos da Assembleia Legislativa de Sergipe e da Câmara Municipal de Aracaju, representando as mulheres negras e nordestinas em espaços de direção.
Pattrícia de Aquino – Paraíba

Pattrícia de Aquino é diretora, roteirista, dramaturga e atriz. Nascida em Campina Grande, na Paraíba, formou-se em Teatro pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e fez pós-graduação em Cinema e Linguagem Audiovisual pela Universidade Católica de Brasília (UCB).
Aquino tem mais de 20 anos de carreira e acumula diversos prêmios. Ela iniciou sua carreira artística no Rio de Janeiro, mas logo voltou às origens, realizando projetos em Campina Grande e João Pessoa, cidades da Paraíba. Entre suas obras como diretora estão os filmes “Rasga Mortalha” (2018) e “Joana” (2021).
Pattrícia também trabalhou em produções como “Amazônia – de Galvez a Chico Mendes” (2007), da Rede Globo, e “Cangaço Novo” (2021), do Prime Video.
Esses são apenas alguns dos muitos talentos nordestinos que fazem a diferença no nosso cinema. Se você ainda não conhece suas obras, aproveite a data e mergulhe nesse universo tão rico e cheio de identidade.
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