“Titanic” (1997) é frequentemente lembrado por sua superprodução. E, embora seja uma obra coesa do começo ao fim, os bastidores não foram nada tranquilos. O caos tomou conta por trás das câmeras, e por pouco o longa não deixou de ver a luz do dia.
O diretor James Cameron é conhecido por ultrapassar limites em suas produções e “Titanic” não escapou ileso. Decisões arriscadas de direção, condições extremas no set e tensões nos bastidores colocaram parte da equipe e do elenco em risco. Há histórias que parecem até invenções — embora quem as viveu certamente desejasse que fossem.
Quer conhecer os bastidores caóticos deste grandioso filme? Então prepare-se: aqui estão algumas histórias surpreendentes por trás das câmeras de “Titanic”.
Membros intoxicados
Em agosto de1996, a equipe de “Titanic” se preparava para gravar uma das sequências contemporâneas do filme. No fatídico dia, o almoço foi sopa de frutos do mar — algo que soa até glamouroso. Contudo, logo o caos tomou conta do set, com vários membros da equipe passando mal.
Acontece que a sopa estava contaminada com PCP (ou fenciclidina), uma substância tóxica que causa alucinações intensas, surtos de agressividade e outros sintomas severos. Em entrevista à Vulture, um dos membros da equipe relembrou:
“Um dos caras começou a falar muito alto e disse: ‘Vocês estão se sentindo bem? Porque eu não estou, sinto que estou sob efeito de alguma coisa’. E, no momento em que ele dizia isso, vimos James Cameron correndo pela porta, com um figurante atrás dele. Ele gritava: ‘Tem algo em mim! Preciso colocar para fora!’”.
Por sorte, Cameron escapou de algo mais grave, mas dezenas de pessoas foram hospitalizadas. Estima-se que entre 50 e 80 pessoas tenham sido levadas ao hospital naquela noite. Até hoje, ninguém sabe ao certo quem colocou a substância na sopa.
Kate Winslet quase se afogou
Kate Winslet em Titanic. Foto: Reprodução/Paramount Pictures.
A atriz Kate Winslet, que interpretou Rose DeWitt, passou por diversos perrengues durante as filmagens. Ela contraiu pneumonia após gravar cenas em um tanque com água gelada, parte de seu esforço para deixar as cenas mais realistas. Mas o pior momento foi quando, durante a gravação da sequência do naufrágio, seu casaco ficou preso e ela quase se afogou. Foi preciso se livrar da peça para escapar da água. Tenso, né?
Sem tempo para ir ao banheiro
Quem nunca passou por um momento tão corrido que mal dava tempo de ir ao banheiro? Com o elenco de “Titanic” não foi diferente. James Cameron estava sob forte pressão para cumprir o cronograma de gravações e não queria nenhum contratempo.
Durante as filmagens das cenas dos botes salva-vidas, ele chegou a ameaçar demitir qualquer ator que saísse para ir ao banheiro. Qual foi a “solução” encontrada por alguns? Urinar no próprio tanque de água. Até Kate Winslet admitiu ter feito isso, como revelou em entrevista.
Orçamento alto e cortes criativos
Cena de Titanic. Foto: Reprodução.
“Titanic” foi o filme mais caro da década de 1990, com um orçamento de US$ 200 milhões — um risco enorme para o estúdio na época. À medida que a produção avançava, cortes e adaptações eram feitos constantemente.
Uma das soluções de Cameron para economizar foi, no mínimo, inusitada: “Escalamos apenas figurantes baixinhos, o que fez nosso cenário parecer maior. Não contratamos ninguém com mais de 1,75m. É como se tivéssemos ganhado um milhão de dólares a mais com o elenco”, revelou o diretor em entrevista (viaTimes of India).
Apesar de todo o glamour que o cinema costuma exalar, histórias como essas mostram o outro lado da indústria: o improviso, a pressão e os perrengues reais por trás de produções icônicas. “Titanic” não apenas marcou gerações com sua narrativa dramática, mas também serve como um lembrete de que, para criar algo grandioso, é preciso estar preparado para enfrentar o imprevisível e ter um bom plano B para manter tudo nos trilhos.
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