Dentro de alguns dias, os cinéfilos conhecerão os indicados ao Oscar 2026. Entre os títulos apontados como indicação certa está “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho. A obra, que chegou aos cinemas brasileiros em novembro do ano passado, foi escolhida para representar o Brasil no Oscar e vem chamando cada vez mais atenção.
Estrelado por Wagner Moura, o longa venceu dois prêmios no Festival de Cannes (Melhor Direção e Melhor Ator) e conquistou o Trifecta, tornando-se o primeiro título brasileiro a alcançar tal feito. Além disso, começou bem a temporada de premiações televisivas ao vencer o Critics Choice Awards e o Globo de Ouro de Melhor Filme Internacional, sendo a primeira produção brasileira a conquistar a categoria em ambas as cerimônias.

Como se pode ver, “O Agente Secreto” coleciona vitórias em premiações e, assim, amplia suas chances no Oscar. É praticamente certo que o longa consiga uma indicação a Melhor Filme Internacional, embora uma vitória ainda seja incerta, já que há um longo caminho até lá. “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, venceu a categoria na edição passada, tornando-se a primeira produção brasileira a conquistar um Oscar.
Diante do cenário vivido pelo filme de Mendonça, muitos levantam a seguinte dúvida: já aconteceu de um mesmo país vencer o Oscar de Melhor Filme Internacional por dois anos seguidos? A resposta é: sim, já ocorreu.
A seguir, você confere quais países conquistaram o Oscar de Melhor Filme Internacional em anos consecutivos.
Países que venceram o Oscar de Melhor Filme Internacional dois anos seguidos:
Japão: o país venceu pela primeira vez em 1954, com “Portão do Inferno”, e, em 1955, conquistou a estatueta novamente com “O Samurai Dominante I: Musashi Miyamoto”.
Itália: a Itália surpreende ao registrar três dobradinhas. Em 1956, venceu com “A Estrada da Vida” e, no ano seguinte, com “Noites de Cabíria”. Em 1963, levou o prêmio com “Oito e Meio” e, em 1964, com “Hoje e Amanhã”. Já em 1970, venceu com “Investigação de um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita“, repetindo o feito em 1971 com “O Jardim dos Finzi-Contini”.

França: assim como a Itália, o cinema francês também alcançou três dobradinhas. “O Meu Tio” venceu em 1958, seguido por “Orfeu Negro” (coprodução com o Brasil) em 1959. Em 1972, foi a vez de “O Discreto Charme da Burguesia”, e, em 1973, de “A Noite Americana”. Anos depois, o país voltou a vencer com “Madame Rosa: A Vida à Sua Frente”, em 1977, e “Prepare Seus Lenços”, em 1978.
Suécia: o cinema sueco conquistou a dobradinha em 1960, com “A Fonte da Donzela”, e em 1961, com “Através de um Espelho”.
Dinamarca: por fim, a Dinamarca foi o último país a integrar a lista das dobradinhas. “A Festa de Babette” venceu em 1987, e “Pelle, o Conquistador” levou a estatueta no ano seguinte.
Será que “O Agente Secreto” pode render uma vitória consecutiva para o Brasil? Resta torcer e aguardar.
Os indicados ao Oscar serão anunciados em 22 de janeiro e a premiação acontece em 15 de março.
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