Quando uma peça de teatro tem uma história marcante, diálogos bem ajustados e personagens cativantes, não é raro que ultrapasse os palcos e ganhe forma nas telonas. O cinema, muitas vezes, se envolve com as artes cênicas e, assim, transmite histórias já consagradas — e o Brasil se destaca muito nesse quesito.
Longe de ser exclusividade de Hollywood, as adaptações teatrais também fazem parte da história do nosso cinema, revelando como nossos diretores conseguem transportar histórias já conhecidas sem perder sua essência original. Dessa forma, atraem novos públicos e, ao mesmo tempo, dão visibilidade às obras que já brilharam nos palcos.
Agora, você conhecerá quatro peças brasileiras que fizeram sucesso nas telonas e merecem a atenção de muitos. Vamos lá!
Minha Mãe é uma Peça

“Minha Mãe é uma Peça” é uma obra teatral criada pelo humorista Paulo Gustavo, que estreou nos palcos em 2006. O espetáculo conta a história de Dona Hermínia, uma mãe superprotetora que passa por diversas situações do cotidiano. Inspirada na própria mãe do autor, a personagem foi ganhando notoriedade em todo o país com o passar do tempo. Em 2013, a peça foi adaptada para o cinema, tornando-se um sucesso de bilheteria.
Devido à excelente recepção do público, o filme ganhou duas sequências. Para a surpresa de muitos, um quarto longa estava sendo planejado, com o roteiro já pronto. No entanto, Paulo Gustavo faleceu em 2021, em decorrência da covid-19.
A trilogia “Minha Mãe é uma Peça” está disponível no Globoplay.
O Beijo no Asfalto

“O Beijo no Asfalto” é uma peça teatral escrita por Nelson Rodrigues, encenada pela primeira vez em 1961. A trama acompanha Arandir, um bancário recém-casado que presencia um acidente no Rio de Janeiro. Ao atender o último pedido da vítima, um beijo, torna-se alvo de uma notícia falsa publicada por um jornalista que presenciou o ato. A partir daí, Arandir passa a ser vítima da perseguição e manipulação da mídia, sentindo na pele a hipocrisia da sociedade.
A peça é uma das mais memoráveis da dramaturgia brasileira e ganhou adaptações cinematográficas nos anos de 1981 e 2017. A primeira versão está disponível no Globoplay; já a segunda, até o momento, não se encontra em nenhuma plataforma de streaming.
Orfeu da Conceição

“Orfeu da Conceição” é uma peça teatral escrita por Vinicius de Moraes, publicada em 1954. Baseada no mito grego de Orfeu, a obra narra a história de Orfeu, que se apaixona por Eurídice. Durante uma terça-feira de Carnaval, Eurídice desaparece, e ele sai em busca da amada, sem perceber que corre um grande perigo.
Em 1959, a peça ganhou uma adaptação cinematográfica intitulada “Orfeu Negro“, fruto de uma coprodução entre Brasil, França e Itália. O filme venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional; no entanto, a estatueta foi atribuída à França, por ser a principal responsável pela produção.
“Orfeu Negro” está disponível no YouTube.
O Pagador de Promessas

“O Pagador de Promessas” é uma peça consolidada na dramaturgia brasileira. Escrita por Dias Gomes, foi encenada pela primeira vez em 1960. A história se passa em Salvador e acompanha Zé Burro, um homem simples que decide carregar uma grande cruz até a Igreja de Santa Bárbara, no interior, para pagar uma promessa feita após o salvamento de seu burro. No entanto, ele passa a ter sua fé questionada e torna-se vítima da intolerância religiosa.
A obra foi adaptada para o cinema em 1962, com Leonardo Villar e Glória Menezes no elenco. A produção foi um sucesso: venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes e ainda foi indicada ao Oscar de Melhor Filme Internacional.
O longa está disponível no Globoplay.
Essas obras mostram a força e a beleza da nossa arte. Reconhecer e celebrar essas produções é reconhecer o quanto a arte transforma, conecta e enriquece nossas vidas.
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